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Vereadores adiam análise de abertura de impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul
01/10/2019 14:08 em Novidades

O plenário do Legislativo caxiense decidiu, por maioria de votos, adiar por cinco dias a votação da admissibilidade do sétimo pedido de impeachment contra o prefeito Daniel Guerra (Republicanos). A decisão ocorreu na sessão desta terça-feira (01). Votou contra o adiamento apenas a bancada de situação, formada por Renato Nunes (PR) e Elisandro Fiuza (Republicanos).

 

O adiamento foi solicitado pelo vereador Alceu Thomé (PTB). Ele justificou o pedido, argumentando que os vereadores precisam de mais tempo para analisar a denúncia. Além disso, ele quer proporcionar que mais provas possam ser anexadas à representação de autoria do ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu.

A solicitação de Thomé ocorreu depois de um pronunciamento do vereador Eloi Frizzo (PSB). Na tribuna, o socialista foi o único declarar o voto pela admissibilidade. Ele avaliou que a denúncia de Fabris justifica crime de responsabilidade por parte do prefeito. O principal motivo estaria na inspeção na licitação para a gestão compartilhada da nova UPA Central.

Com o adiamento, a votação pela admissibilidade foi transferida para a sessão da próxima terça (08). O pedido foi protocolado na última sexta-feira (27) pelo ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu. Ele acusa o prefeito de crime de preconceito, discriminação e ilegalidade. Nesta segunda-feira (30), Ricardo Fabris aditou o documento. Ele acrescentou alegações sobre o desprezo do Executivo para com as decisões do Conselho Municipal de Saúde (CMS). Além disso, incluiu material sobre uma inspeção especial do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a licitação para terceirização da nova UPA Central.

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